quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Um novo olhar

 
 
 
Caros leitores, hoje eu gostaria de falar um pouco sobre o olhar das pessoas “normais” quando se deparam com uma pessoa com algum tipo de deficiência. Primeiramente gostaria de agradecer os acessos ao meu blog e quase não tenho tempo de postar mais enfim toda semana escrevo. Quem nunca se deparou com um olhar de preconceito? Ou então aquele “amigo” que finge não te conhecer em publico por ter vergonha de você? Quem nunca foi visto como um ser sobrenatural, pelo fato de ser diferente? Ou pior quando fazem perguntas sobre você direcionando as perguntas para seu acompanhante porque acham que você não tem capacidade de respondê-las. Enfim nos deparamos com diversas situações constrangedoras em nosso dia a dia, pois a sociedade ainda não consegue ver a pessoa com deficiência com alguém que têm somente uma limitação física mais que tem os mesmos sentimentos, desejos, anseios, objetivos e capacidade. O olhar da sociedade é voltado pelo que a mídia nos impulsiona a acreditar todos os dias, um corpo perfeito livre de qualquer defeito físico. Apesar das diversas campanhas de inclusão, ainda há um longo caminho pela frente. Quero compartilhar com vocês um trecho de um artigo chamado: Dê um outro olhar sobre a deficiência: “- A vergonha, a rejeição que recebi quando do anúncio desta nominação, dos adultos e das crianças, ou daqueles que acompanhei, no caso de uma deficiência psíquica. Isso os importuna pelo simples não reconhecimento da dificuldade. Entre eles, alguns me dão testemunham do aspecto “pejorativo” deste termo – que recebem como tal e, até mesmo, a incompreensão sobre o seu sentido. O termo “deficiente” vem do Outro, é um termo “universalizante”, um significante mestre, como se denomina na psicanálise, que recobre uma multiplicidade de dificuldades singulares e se mostra necessário para “subjetivar” o sujeito, para encontrar nele uma definição pessoal, associada ao que ele ressente como sendo “sua” dificuldade. Cada pessoa em situação de deficiência vai sentir sua vida, seu corpo, de maneira singular. É importante não menosprezar o poder de um significante, que nomeia um estado, um ser, que o representa, mas que fecha também aquele que aí está afetado. Este termo fatídico “deficiência” é praticado pelo aparelho burocrático para estruturar o acompanhamento destas pessoas, mas é importante não esquecer seu efeito segregativo sobre a sociedade, deixando difícil a invenção da identidade pelos sujeitos ditos “deficientes”. Como eles gostariam de ser apresentados, por quais significantes desejariam ser reconhecidos? Um modo completamente diferente seria percebê-los sobre o dia da diferença e das dificuldades, tomados um por um.
Em vez de sentir piedade e empatia, em vez de lhes darem uma vida pensada pela sociedade, eu gostaria que a gente deixasse de uma vez por todas a nossa parafernália do (bem)-pensentido, e que a gente se esforçasse para compreender seu olhar sobre o mundo, em descobrir as suas ideias, para que este mundo, onde nós os deixamos impotentes, possa se tornar, para todos, o nosso mundo. Por Kristell Jeannot
É uma luta constante de aceitação e inclusão, as pessoas que se dizem normais precisam trabalhar o olhar a respeito da pessoa com deficiência. Pessoa com deficiência trabalha, estuda, namora, casa e tem uma vida completamente normal dentro de suas limitações.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Novas regras para contratação da pessoa com deficiência no mercado de trabalho


Instrução normativa número 98 vai uniformizar os procedimentos adotados pela fiscalização do Ministério do Trabalho

 Caros leitores, primeiramente quero pedir desculpas pela demora nas postagens mais o tempo é curto, porém acima de tudo tenho um compromisso firmado com a luta da pessoa com deficiência que também é minha luta diária, então esse blog é uma forma de expressar os anseios ou melhor as expectativas da pessoa com deficiência em sua busca por uma sociedade mais justa e menos preconceituosa. É o que realmente esperamos!

Os procedimentos de fiscalização para inclusão de pessoas com deficiência e beneficiários da Previdência Social reabilitados ao mercado de trabalho foram atualizados.  A instrução normativa 98 do Ministério do Trabalho e Emprego foi publicada no Diário Oficial da União, e além de regulamentar de forma objetiva , também uniformiza os procedimentos adotados pela fiscalização do trabalho.

Segue abaixo algumas mudanças:

- Os auditores deverão participar do processo de captação da pessoa com deficiência no mercado de trabalho;

- Fiscalizar a contratação, adaptação no novo ambiente  e o eventual desligamento;

- incentivar as empresas a promoverem a qualificação das pessoas com deficiência;

Na minha opinião a normativa tem como objetivos principais a  qualificação da pessoa com deficiência no mercado de trabalho,  estimular as empresas  à contratação correta da pessoa com deficiência  no diz respeito a sua integração ao ambiente de trabalho, ganhos significativos e  combate às práticas discriminatórias.