Caros leitores, hoje eu gostaria
de falar um pouco sobre o olhar das pessoas “normais” quando se deparam com uma
pessoa com algum tipo de deficiência. Primeiramente gostaria de agradecer os
acessos ao meu blog e quase não tenho tempo de postar mais enfim toda semana
escrevo. Quem nunca se deparou com um olhar de preconceito? Ou então aquele “amigo”
que finge não te conhecer em publico por ter vergonha de você? Quem nunca foi
visto como um ser sobrenatural, pelo fato de ser diferente? Ou pior quando
fazem perguntas sobre você direcionando as perguntas para seu acompanhante
porque acham que você não tem capacidade de respondê-las. Enfim nos deparamos
com diversas situações constrangedoras em nosso dia a dia, pois a sociedade
ainda não consegue ver a pessoa com deficiência com alguém que têm somente uma
limitação física mais que tem os mesmos sentimentos, desejos, anseios,
objetivos e capacidade. O olhar da sociedade é voltado pelo que a mídia nos
impulsiona a acreditar todos os dias, um corpo perfeito livre de qualquer
defeito físico. Apesar das diversas campanhas de inclusão, ainda há um longo
caminho pela frente. Quero compartilhar com vocês um trecho de um artigo
chamado: Dê um outro olhar sobre a deficiência: “- A vergonha, a rejeição que recebi
quando do anúncio desta nominação, dos adultos e das crianças, ou daqueles que
acompanhei, no caso de uma deficiência psíquica. Isso os importuna pelo simples
não reconhecimento da dificuldade. Entre eles, alguns me dão testemunham do
aspecto “pejorativo” deste termo – que recebem como tal e, até mesmo, a
incompreensão sobre o seu sentido. O termo “deficiente” vem do Outro, é um
termo “universalizante”, um significante mestre, como se denomina na
psicanálise, que recobre uma multiplicidade de dificuldades singulares e se
mostra necessário para “subjetivar” o sujeito, para encontrar nele uma
definição pessoal, associada ao que ele ressente como sendo “sua” dificuldade.
Cada pessoa em situação de deficiência vai sentir sua vida, seu corpo, de
maneira singular. É importante não menosprezar o poder de um significante, que
nomeia um estado, um ser, que o representa, mas que fecha também aquele que aí
está afetado. Este termo fatídico “deficiência” é praticado pelo aparelho burocrático
para estruturar o acompanhamento destas pessoas, mas é importante não esquecer
seu efeito segregativo sobre a sociedade, deixando difícil a invenção da
identidade pelos sujeitos ditos “deficientes”. Como eles gostariam de ser
apresentados, por quais significantes desejariam ser reconhecidos? Um modo
completamente diferente seria percebê-los sobre o dia da diferença e das
dificuldades, tomados um por um.
Em vez de sentir piedade e empatia, em vez de lhes darem uma vida
pensada pela sociedade, eu gostaria que a gente deixasse de uma vez por todas a
nossa parafernália do (bem)-pensentido, e que a gente se esforçasse para
compreender seu olhar sobre o mundo, em descobrir as suas ideias, para que este
mundo, onde nós os deixamos impotentes, possa se tornar, para todos, o nosso
mundo. Por Kristell Jeannot
É uma luta constante de aceitação e inclusão, as pessoas que se
dizem normais precisam trabalhar o olhar a respeito da pessoa com deficiência.
Pessoa com deficiência trabalha, estuda, namora, casa e tem uma vida
completamente normal dentro de suas limitações.

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